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Podcast Seresociais

novembro 23, 2011

Antenados ou viciados?

novembro 8, 2011

Com o avanço e a atratividade cada vez maior das redes socias surge a questão, será que realmente entamos ficando mais inteligentes ou mais burros quando se trata de estar por dentro das novas tecnologias e como utilizá-las? Essa foi uma pergunta lançada na última edição da revista Época. E segundo um especialista que conversou com a revista estamos sim ficando mais inteligentes. Mas é questão é inteligentes como? Será que emocionalmente falando, humanamente? Até que ponto podemos emergir nesse universo com a exata dimensão de onde estamos e onde queremos chegar e principalmente quando voltar dele.

É fato que as novas tecnologia, o evento da internet(que ainda é muito novo apesar de sua rapidez), tem nos auxiliado muito em nosso cotidiado, nossas vidas, no conhecimento que é algo que ficou muito mais dinâmico, mas a grande questão está em não deixar que esses recursos se tornem a medida e o único meio des nos expressarmos e interagirmos com o mundo. O grande problema é que muitos acabam ficando muito individualistas, e desumanizados, já que lidar com o virtual é mais facil, muitas vezes, do que lidar com o real. Qual seria a medida então para um nos ligarmos nessa onda sem nos desligarmos  do mundo?

É importante analisar o elemento “novo” da internet, já que estamos falando de uma média de 10 anos de popularização efetiva dela. É um tempo muito pequeno para o desenvolvimento dela, para nosso aprendizado nesse sentido. Afinal lidar com um mundo de possibilidades que se abre a nossa frente não é uma coisa que se aprenda na noite para o dia, e não falo do aprender mecânico, de navegação, recursos, redes socias, há muito mais que isso. Talvez não tenhamos aprendido ainda, efetivamente, como lidar com esse evento tão novo e tão rápido, como separar o espaço que cabe a ele nas nossas vidas, como usá-los para  nos auxiliar em nosso desenvolvimento intelectual, profissional e pessoal, como ganhar tempo e não desperdiçá-lo.

É simples de entender se pensarmos no quanto jogamos nosso tempo pela janela com coisas banais como jogar, postar fotos, twittar besteiras, sem nenhum propósito, de certa formas seguir tendências e modismos que nem sempre condizem com o que esperamos para nossas vidas. Quantas pessoas usam os recursos como dicionários de inglês online, pronunciador online, até isso tem, dá pra aprender inglês praticamente sozinho se houver dedicação. Fora as pesquisas acadêmicas, os recursos que estão disponíveis para diversas áreas, profissões.

A internet tem suas facetas, e é com elas que devemos nos preocupar, já que nos programar a buscar as coisas certas não é tão facil, mas é possível. Talvez ainda levemos um pouco mais de tempo para aprender isso, o caminho é começar, nos treinar para os momentos de descontração na rede, e o momento de trabalhar, de investir em nós mesmos. E claro o momento de desligar o computador e ler um livro, e dar umas voltas, e viver… Viver a outra vida que é bem mais interessante e real. Dosando a gente consegue, somos seres sociais, interação pede corpo presente também, contato, e isso por mais que a internet tente reproduzir nunca conseguirá efetivamente substituir. Então vamos lá, vamos viver a dualidade, o real e o virtual explorando o melhor de cada um.

Pequena Anedota Sobre a Morte do Eu

novembro 3, 2011

Bem, todos esperam uma grande reflexão crítica sobre os acontecimentos contemporâneos em um blog chamado Seresociais. Também pelo fato de que as reflexões aqui publicadas até agora tendem a ser reflexivos, até de mais as vezes. Mantenho a linha reflexiva sobre os acontecimentos contemporâneos, mas agora, há uma tratamento de analise dos fatos que pode soar cômico e as vezes até poético.

Meu professor de Comunicação e Tecnologia o honorável André Rabelo, puxou várias vezes minha orelha por eu não estar sendo fiel a este blog, dedicando minha voz totalmente ao livro-blog navedeserta.wordpress.com, onde mergulho em um mundo de fantasia surrealista, psicodélico, espacial. Desta forma decidi unir o útil e o agradável analisando os acontecimentos contemporâneos de forma “viajada” como ele mesmo disse.

O que seria uma pequena anedota sobre a morte do eu? Na verdade acho que se trata de uma anedota não por ser uma piada de stand up. Mas por ser uma pequena história sobre um ser social que simplesmente desapareceu, deixou de existir. Tendo como seu último contato com o mundo contemporâneo a frase, “a morte do eu”.

Vamos analisar o mundo contemporâneo. Se é que este é realmente o mundo contemporâneo que evoluiu do mundo antigo onde as coisas aconteciam naturalmente sem a força gananciosa do homem. Se este não for real, estamos vivendo um mundo paralelo, ou um holograma virtual, quase que perfeito em suas características físicas, como por exemplo, citando as pirâmides egípcias, eles imitaram direitinho.

Certa vez um sujeito chamado “eu”, que vinha de uma sociedade nativa já extinta chamada humanidade decidiu ampliar seus conhecimentos se aventurando na sociedade pós-moderna, se é que ela realmente existe.

Já de cara, ele precisou se livrar de todas seus costumes humanos de afeto ao próximo, com seus princípios de comunidade e vários outros valores que ele aprendeu nas escolas públicas de sua sociedade humana. Após algum tempo de preparação, chegando a quase se tornar um ser irracional, ele pegou sua mochila, e partiu rumo ao mundo contemporâneo.

“Nossa quanta gente unida”. Esta foi a primeira frase que ele disse ao chegar em uma cidade chamada “rede social”. Continua, “todos são tão unidos, e ainda existem seres tão importantes que tem mais amigos que o mais sábio homem de minha sociedade”.

Logo de cara ele foi barrado, por não compreender a lógica quantitativa dos relacionamentos sociais.

Triste, porém esperançoso, Eu partiu em busca de outra chance de conhecer este mundo misterioso chegando a cidade chamada “Capital Ativo”.

Nem perto ele pode chegar, devido a sua experiente carga intelectual que ajudaria na compreensão do mundo e suas facetas. Também isso não bastava, ele como vindo de uma sociedade que não valoriza os bens materiais não poderia pagar nem um bom dia.

Enfim extremamente triste, e agora sem esperança, Eu volta pra sua casa sem poder contribuir com seus conhecimentos a esta sociedade degradada.

Ao chegar próximo a sua sociedade, Eu se espantou pelo forte cheiro de enxofre e a ausência do que ele havia deixado pra trás.

Toda a natureza e as escolas haviam sido substituídas por prédios gigantescos de 1254 andares cada, onde pessoas ligadas a cabos como marionetes eram manipuladas por grandes mãos que saiam dos prédios. Era o fim.

Hoje, Eu trabalha na criação de anúncios que criam necessidades falsas e movimentam ainda mais as grandes mãos dominadoras do mundo pós-moderno, se é que ele realmente existe.

Está é a morte do Eu.

Diêgo Garcia, estudante de Comunicação Social.

Falando em Podcast

outubro 22, 2011

Aproveitando o gancho da última aula de Comunicação e Tecnologia em que falamos de Podcast, resolvi pesquisar um pouco mais sobre o assunto, mais especificamente sobre como utilizar podcast em publicidade. Não encontrei grandes reflexões sobre o assunto mas encontrei exemplos disso. http://www.papotech.com.br/blog/?cat=10 Se pensarmos bem no uso do podcast, de maneira geral ele é usado para publicizar algo, nem que seja uma pessoa, então sim, ele já está inserido neste meio. Se por diversão ou trabalho sério mesmo, quem faz um podcast está sujeito aos “louros” ou prejuízos que ele pode trazer para a imagem de uma pessoa, uma empresa, como em tudo que lançamos na internet.

E considerando que o recurso de áudio neste sentido, em formato de podcast, ainda é pouco explorado no Brasil, quem utiliza esse recurso em formato publicitário sai na frente,  mas assim como o QR Code, há um problema nisso, se poucas pessoas conhecem é preciso ensiná-las como usar, o que o recurso significa e por aí vai. Mas considerando que o recurso é bem mais simples que um QR Code esse não é um grande problema.

Na minha busca por publicidade ligada a podcast encontrei um site bem legal, que direciona todos os podasts para lá, você busca por tema, nome do podcast ou autor. De maneira geral ajuda quem quer conhecer mais sobre esse recurso e pode inspirar quem pensa em usar o recurso na publicidade, o site é http://www.podpods.com.br/.

Eu não conheço um vasto número de podcasts mas tenho meu eleito, entre os que conheço, pra quem quiser conhecer segue um deles e o link do site: http://www.jvnaestrada.com/. Acabo de descobrir que não tem como postar arquivo em formato de MP3 aqui, então entrem no site e confiram se ficarem realmente curiosos, vale a pena. Até a próxima.

O outro lado do #ficanatalia

setembro 22, 2011

Está na rede a nova campanha do Guaraná Antarctica, com o tema Caçadores de Energia. Com o slogan ” Energia que contagia” e tendo o objetivo principal de repetir incansavelmente o nome Guaraná Antarctica  e o hashtag #ficanatalia   os valores que a empresa preserva do tipo ” o melhor do Brasil é o brasileiro.”

A série explora bastante esse jeito estereotipado de quem nasce em terras tupiniquins: aquele que é sempre sorridente e satisfeito com tudo o que tem, mesmo que se tenha. Sabe aquela história do cara que mal tem o que comer e mesmo assim está sempre cantando feliz e ” contagiando as pessoas?” é tipo isso.

Bom, nada contra quem é otimista e batalhador. Pelo contrário, isso é  bacana de se ver, no sentido de que há muitos que não se abatem nas dificuldades encontradas, e pessoas assim há no mundo inteiro e não estão em maior número no Brasil, mas, a forma como isso é mostrado é que não passa pela garganta. Leia mais…

UM HISTÓRICO SOCIAL DAS REDES SOCIAIS

setembro 21, 2011
As mídias sociais foram fundamentais no processo de revolução em países como o Egito

Realmente nunca antes na história da humanidade houve tanta comunicação entre nós humanos. Certo que a
comunicação sempre existiu, desde que o mundo é mundo, de uma forma ou de outra, mas, nem assim houve tão alto grau de compartilhamento de informações em tão alta velocidade.  Estamos falando de alguns milhões, se não bilhões de pessoas interagindo de alguma forma.

A prensa gráfica de Gutemberg inaugurou o acesso à informação, que antes era só privilégio de membros do clero e, consequentemente criou uma necessidade inédita para os homens: falar  para muitas pessoas aquilo que pensa ou falar sobre aquilo que quer que o outro pense, assim como receber também informações, notícias, ou algo semelhante a tudo isso. Leia mais…

Os Caçadores de Consumidores

setembro 21, 2011

Websérie é nova aposta nas redes sociais.

 

Todo brasileiro conhece o Guaraná Antarctica, principalmente aqueles que acompanham eventos de esportes ou que admiram a grandiosa Seleção Brasileira de Futebol graças ao pesado investimento da marca em patrocínios.

De olho na nova era digital a empresa mergulha de cabeça nas possibilidades que a mídia virtual proporciona. Sendo pioneira na criação de uma Websérie chamada de “Os Caçadores de Energia” que conta histórias “reais” de brasileiros que usaram seu talento para vencer, protagonizada por João Maia que tenta convencer Natália sua amiguinha de infância a não zarpar do Brasil rumo à saudosa Rússia. Com duração de 10 semanas que pode ser assistida no canal da marca no Youtube, a Antarctica tenta manter-se no topo da cadeia alimentar no seguimento guaraná. E ainda mais, os perfis dos personagens no Twitter foram disponibilizados para aumentar a “interação” do público com a ficção.

Caso você queira interagir com eles: João Maia (@falajoaomaia) Natalia (@nahcardoso).

Como de praxe, a websérie desmembra em sua trama o amor, amizade, sinceridade, patriotismo, causas sociais, capitalismo, merchandising, marketing, publicidade, uso das redes sociais para manipulação em massa (estes últimos de forma implícita a olhos ignorantes) e diversas outras coisas belas muito comuns nas tramas televisivas e agora nas virtuais que comovem as pessoas de nossa República Capitalista do Brasil, opa, República Federativa do Brasil.

As redes sociais vêm sendo alvo de investidores do mundo todo, que atacam sem perdão os usuários com peças publicitárias e estratégias grandiosas a fim de vender e reforçar sua marca. Idéias de um mundo melhor, promoções como a que está rolando agora no Facebook que sorteia motos e carros para quem conseguir que mais amigos curtam a página de uma empresa específica e agora com novelinhas bonitinhas com histórias lindas que enchem os corações das pessoas.

A Web é mercado, e a promessa primária de que a internet é um espaço democrático onde sujeitos livres virtualmente expõem suas idéias sem restrições parece ser utopia, pois até mesmo o Pai da internet Tim Berners-Lee critica sua criação, pelo círculo fechado por fins capitais de empresas no acesso de certos conteúdos. E vou além, mundos fantasiosos e restritos são criados, onde todos se preocupam com o meio ambiente, lutam por causas sociais e ganham em troca o “STATUS” de ser a melhor pessoa do universo e também a que tem a vida mais falsa e manipulada.

A cada dia fica mais difícil navegar contra a maré da internet, contra ondas de pop-up e piratas que querem roubar nosso tesouro mais precioso, a Autonomia.

Diêgo Garcia da Silva é estudante de Comunicação Social,

Publicidade e Propaganda pela FUNEDI/UEMG.

Publicidade nas redes socias… Será que elas estão no caminho certo?

setembro 15, 2011

Se a publicidade está, muitas vezes, deixando a desejar nas mídias em geral, o que dizer das redes socias? Será que elas tem caminhado na direção certa, tem conseguido ser atrativas, criativas e instigantes, ainda mais considerando o meio em que são veiculadas?

No geral, o que se percebe é que a publicidade segue mais ou menos o estilo da rede social em que está inserida, se no Youtube, “façamos vídeos criativos”, se no blog, “divulguem outros blogs, empresas, de maneira mais ou menos criativas, de preferencia que chamem atenção para outra coisa que não apenas os posts”. Bom pra mim não tem funcionado muito, posso contar nos dedos as vezes em que me desviei de uma leitura para clicar em alguma publicidade de blog. No Facebook, no geral, segue-se uma linha mais informativa, não muito atrativa também, a não ser as de jogos, que geralmente chamam mais atenção, nem sempre pela criatividade, mas porque se você se interessa pelo tópico é natural desviar sua atenção pra ele. No Myspace.. Bom.. É o Myspace, quem sabe como funciona hoje sabe o que encontrar lá, bandas e ponto.

Se elas estão no caminho certo ou não o tempo vai dizer, por enquanto não me parece, mas por se tratar de um fenômeno novo, podemos esperar coisas melhores para o futuro. De qualquer forma publicidades promissoras tem surgido na internet, de uma maneira geral, destaque para o site do Yahoo, quem nunca se assustou com a criatividade que eles emprenham em suas publicidades? Dá até pra entrar e comentar o que achou, e com coisas tão boas a gente entra e comenta mesmo. Talvez o caminho seja por aí, surpreender mais, usar das ferramentas que são possíveis de ser exploradas no ambiente virtual.  A faca e o queijo estão nas mãos, talvez o que falte seja um pouco mais de maturidade para dar o “corte” ideal para cada ambiente.

A Rede Anti-social

setembro 15, 2011

Bom, as redes sociais são diferentes formas de compartilhamento de dados, informações, ideias, gostos, etc. entre seus usuários. Quando compartilham dos mesmos gostos e estilos, surgem os grupos de discussões. Para muitos usuários, principalmente aqueles que ficam sempre conectados e que fazem parte da ‘Geração Internet‘, as redes sociais não são apenas uma maneira de manter contato, mas um modo de vida.

As 10 redes sociais mais utilizadas no mundo!

1º. Facebook – 1.191.373.339 de views por mês
2º. MySpace – 810.153.536
3º. Twitter – 54.218.731
4º. Flixster – 53.389.974
5º. Linkedin – 42.744.438
6º. Tagged – 39.630.927
7º. Classmates – 35.219.210
8º. My Year Book – 33.121.821
9º. Live Journal – 25.221.354
10º. Imeem – 22.993.608

Fonte: Compete

Aí vocês me perguntam, CADÊ O ORKUT???

Wikipediando…

O Orkut é uma rede social filiada ao Google, criada em 24 de Janeiro de 2004 com o objetivo de ajudar seus membros a conhecer pessoas e manter relacionamentos. Seu nome é originado no projetista chefe, Orkut Büyükkökten, engenheiro turco do Google.

O alvo inicial do orkut era os Estados Unidos, mas a maioria dos usuários são do Brasil e da Índia. No Brasil é a rede social com maior participação de brasileiros, com mais de 23 milhões de usuários em janeiro de 2008. Na Índia é o segundo mais visitado.

A sede do Orkut era na Califórnia até agosto de 2008, quando o Google anunciou que o Orkut será operado no Brasil pelo Google Brasil devido à grande quantidade de usuários brasileiros e ao crescimento dos assuntos legais

Ranking de usuários por países
Demografia do Orkut em 13 de abril de 2010
Brasil 48.0%
Índia 39.2%
Estados Unidos 2.2%
Japão 2.1%
Paquistão 1.0%
Outros 5.3%

Wikipedia precisando ser atualizado!

Dados informam que o Facebook também já passou o Orkut aqui no Brasil.

Sabe o motivo?

Falhas de segurança, atualizações desnecessárias e o descobrimento de novas redes menos complicadas foram o principal motivo desse decadência.

O Orkut ainda tem muitos usuários, a maioria fakes.

Ainda existe um grande número de comunidades, só que  mais da metade estão em desuso ou esquecidas, sem postagens a um bom tempo.  

Ao certo, não se sabe o futuro dessa rede – creio que não chegue ao ponto de ser desativada – porém, seus criadores não estão conseguindo motivos para atrair novos usuários e muito menos segurar seus utilizadores.

Felippe Amaral Ribeiro é aluno de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda

na FUNEDI/UEMG

Bem vindo ao mundo virtual. Ou seria ao mundo Capital?

setembro 14, 2011

Vivemos um momento especial, que marca a história da humanidade e que possivelmente será contado pelos livros do futuro. Um momento de contato social nunca vivido antes, onde as possibilidades de conectar-se ao mundo são imensas, graças às recém nascidas e já famosas redes sociais virtuais.

As redes sociais existem há muito tempo, como a do nazismo, a do fascismo e dos movimentos hippies por todo o mundo, por exemplo, porém nunca foi tão fácil participar ou deixar de participar de alguma rede social graças aos avanços tecnológicos. Isto é fato, pois até mesmo movimentos tradicionais como os citados acima investem neste novo meio para aumentar sua sociedade na disseminação de seus ideários.

Chega de historinhas e vamos ao que interessa.

Não precisa ser um sociólogo, um filósofo ou um publicitário para compreender como são pesados os investimentos de comunicação na criação, fixação ou reafirmação da imagem de empresas ou serviços no processo de mediação entre mídia e público. Basta assistir a alguns minutos uma TV e logo de cara somos bombardeados com superproduções publicitárias e outras nem tanto que levam o público a acreditar e criar sentimentos de que “realmente precisam daquilo” ou pior “necessitam daquilo”.

Quem não conhece a Pepsi? Uma bebida que possui uma quantidade excessiva de açúcar, que além do sobrepeso, pode causar cáries, piorar quadros de gastrite, diabetes e níveis elevados de triglicérides assim como sua principal concorrente mundial, a Coca-Cola que carrega o mesmo quadro, porém com fórmulas diferentes.

É claro que isso é uma brincadeira para não deixar o texto chato, e não cabe aqui analisar os efeitos que tais produtos podem gerar a saúde, nem de informar que em alguns casos tais produtos podem levar até a morte.

A Pepsi é uma marca muito famosa por seus investimentos na publicidade, batendo sempre de frente com a sua maior concorrente, a Coca-Cola. E desde a era do rádio sempre buscou atingir um público mais amplo para ganhar seu espaço na fatia do consumo de bebidas da sociedade mundial.

Durante muitos anos e muitos milhões investidos em comerciais na mídia televisiva a marca sempre buscou manter-se acima na luta pelo domínio capital da venda de refrigerantes. Usando personalidades de nível como Bob Dylan, Britney Spears e Justin Timberlake e divulgando suas criações publicitárias em eventos como o caríssimo Super Bowl. Desta forma, a Pepsi conseguiu criar consumidores fieis por todo o mundo.

Após anos gastando seus milhões de dólares na mídia radiofônica e televisiva e graças ao avançado crescimento da mídia digital, a forte estratégia da equipe de comunicação da Pepsi criou uma campanha chamada The Pepsi Refresh Project, que se trata de um movimento efetivo e interativo entre marca e consumidores, que gera a possibilidade de atingir um público maior e mais efetivo como os freqüentadores de mídias sociais como o Twitter e Facebook onde a propagação de informações e desejos é mais ágil e ativo.

A principal estratégia deste projeto é criar um espaço onde os consumidores e novos públicos possam interagir com a marca, contribuindo com suas ideias para melhorias nas condições de vida das pessoas, de forma que após uma filtragem e escolha de conteúdo os participantes selecionados receberão apoio financeiro em seus projetos, como retorno por sua contribuição ao mundo.

Esta posição de “ativismo na luta por um mundo melhor” chama bastante a atenção do público, que começa a consumir os conteúdos virtuais da campanha e ajudam no crescimento e aceitação da imagem do produto, o que gera venda do produto físico, que por fim geram capital e mais capital aumentando sempre na medida em que mais pessoas se ligam à causa.

Vivemos em um mundo onde a lógica capitalista domina os meios de produção e de comunicação, por isso devemos estar atentos e armados de conhecimentos no mínimo básicos para não virarmos fantoches do império capitalista. É lógico que promessas de um mundo melhor e campanhas ativas que ajudam a construir um lugar mais digno de se viver são válidas e dependemos de empresas com atitudes como a da Pepsi para fazer acontecer, pois tudo depende de “capital”, porém devemos estar atentos a todo objeto mediado para não nos perdermos nas promessas de um mundo melhor quando simplesmente o que está em jogo é o aumento do consumo.

Salve os créditos da campanha da Pepsi por influenciar as pessoas a se dedicarem a ajudar nas causas sociais, e ainda mais pelo grande investimento de comunicação e avanço no uso das mídias virtuais para a prática publicitária, pois acredito que estes dispositivos serão e de alguma forma já são uma das ferramentas mais fortes do futuro mercadológico.

Por outro lado, em minha opinião o fator mais relevante do que a construção de um mundo melhor é o da permanência no topo da cadeia alimentar do mundo capitalista, onde a luta pelo domínio é sangrenta. E digo mais, infelizmente quem mantém esta grande roda girando somos nós, os consumidores.

Diêgo Garcia da Silva é estudante de Comunicação Social,

Publicidade e Propaganda pela FUNEDI/UEMG.